A oligarquia não desiste do PT *

O repórter Marcelo Moraes, de O Estado de S. Paulo, analisa neste domingo o quadro político nos cinco Estados em que são maiores os problemas da aliança nacional PT-PMDB: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.


Na Bahia o petista Jaques Wagner, amigo de Lula, disputa a reeleição tendo como principal adversário o candidato do PMDB, Geddel Vieira Lima, ex-ministro e próximo ao Planalto.

No Rio Grande do Sul, o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, petista, concorre com o peemedebista José Fogaça, cujo sucessor na prefeitura de Porto Alegre, Fortunatti, é do PDT governista. No Rio, o PT apoiará o governador Sergio Cabral, do PMDB, em busca do segundo mandato, embora o candidato do PR, Antony Garotinho cobre apoio de Lula e Dilma.

Em Minas, o presidente Lula constrange seu partido ao exigir apoio ao senador e ex-ministro Hélio Costa, candidato do PMDB ao Palácio da Liberdade. Os petistas mineiros resistem, pois dispõem de dois nomes fortes, os ex-prefeitos da Capital, Patrus Ananias e Fernando Pimentel.

Com o PT sem nome definido em São Paulo (o mais provável é Aloizio Mercadante, mesmo a contragosto) sem candidatos próprios no Rio e em Minas, os três mais importantes Estados da Federação, a eleição de Dilma Roussef mais parece um desafio pessoal de Lula que um projeto partidário.

Por fim, o Maranhão. Aqui os balaios petistas derrotaram os barricas palacianos e definiram pelo apoio ao candidato do PCdoB, Flavio Dino. Diz a matéria do Estadão: “O presidente do Senado, José Sarney pediu a intervenção da cúpula do PT e do próprio Lula, mas não obteve sucesso até agora” – informa o jornalista Marcelo Moraes.

O coronel Sarney insiste em transformar o PT em sublegenda da Oligarquia Barrica!

ONDE TERÃO ENTERRADO O MAUSOLÉU?

A longa matéria “Virou um ‘sem-túmulo’… Escândalos fazem Sarney desistir de ter mausoléu no Convento das Mercês: a lápide de granito preto que marcava o espaço em que seria construído o mausoléu do oligarca foi retirada; busto de José Sarney também já saiu do convento”, de autoria de Oswaldo Viviani, ontem no JP, motiva a Coluna a reproduzir comentário publicado em 02/11/2009, coincidentemente Dia de Finados, UM MAUSOLÉU EM BUSCA DE UMA COVA :

“Uma das maiores interrogações geradas pelo disse-me-disse do fechamento da Fundação José Sarney era qual o destino a ser dado ao construído e não inaugurado mausoléu do poeta autor de Maribondos de Fogo. As enciclopédias nos ensinam que mausoléus são construções monumentais para receber os restos mortais de uma personalidade que em vida, pelos seus feitos, tenha adquirido a dimensão de um vulto histórico. Para Sarney outro não poderia ser o seu destino post-mortem.

O maior e mais belo monumento histórico construído em plagas maranhenses, na São Luis, Patrimônio Cultural da Humanidade, o Convento das Mercês transformado em bem de família: pronto e acabado para abrigar o MAUSOLEUM JOSE SARNEY. Ad aeternum.

Extinta a Fundação José Sarney, o Convento das Mercês seria de imediato devolvido a quem de direito, o Estado do Maranhão e, logo, posta a questão: o que fazer com o mausoléu? Destruí-lo? Realocá-lo? Transferi-lo para o Amapá? Para mansão do Calhau ou para a Ilha de Curupu? Por que não Pericumã, lá no Planalto Central? Ou mesmo na Fazenda Maguary, em Santa Luzia?

O certo é que se procura uma cova para enterrar um mausoléu.”

ARMANDO NOGUEIRA E A EXISTÊNCIA DE DEUS

Nascido em Xapuri, no Acre, conterrâneo do líder das florestas Chico Mendes e do cirurgião cardiovascular Adib Jatene, Armando Nogueira foi um dos melhores textos do jornalismo brasileiro. Desde os 17 vivendo no Rio de Janeiro, faleceu dia 29, aos 83 anos. Publicadas na Veja, datada de 7 de abril, eis algumas de suas muitas e primorosas revelações:

“Brincar com a bola é descobrir a harmonia e o equilíbrio do universo. A Terra é redonda (e gira em torno de Pelé). Deus é esférico.”

Repetia sempre que “a existência de Deus foi confirmada pelas tabelinhas de Pelé e Tostão”.

ARMANDO NOGUEIRA E GARRINCHA

“Vi Garrincha, para quem a superfície de um lenço era um enorme latifúndio. Driblar com as pernas tornas, e driblar como ninguém, eis o mistério de Garrincha que eu não ouso explicar”.

ARMANDO, MACHADO DE ASSIS E DIDI

“Vi Pelé, tão perfeito que, se não tivesse nascido gente, teria nascido bola. E vi Didi, de chute oblíquo e dissimulado como o olhar de Capitu.”

WASHINGTON, O BREVE – Suplente de deputado federal, em exercício, com a possibilidade de escolher entre a candidatura a vice-governador e uma das vagas para o Senado, de repente o todo poderoso interlocutor petista junto à Oligarquia Barrica foi abatido em pleno vôo pela artilharia dos balaios, no encontro do PT.

No sábado, Washington, o Breve, acabou em chamas, malhado que foi no Aleluia do Laborarte.

* Coluna do Haroldo Sabóia publicada na edição desta segunda-feira (5) do Jornal Pequeno

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