Flávio Dino e a Embratur - “Estatal que ninguém quer”



Tem cada coisa engraçada na política...

Essa história do ex-deputado Flávio Dino assumir a presidência da Embratur é uma.

Desde que foi derrotado nas eleições para governador em 2010, começaram a surgir boatos e especulações de que o comunista assumiria algum cargo no governo federal.

O ex-juiz chegou a “assumir” o Ministério da Justiça, o Ministério dos Esportes, a Codevasf e até uma vaga no Supremo Tribunal Federal!

Agora surge a informação de que, finalmente, Flávio Dino terá o seu lugar ao sol e deverá mesmo ser presidente do Instituto Brasileiro de Turismo - Embratur, autarquia responsável pela execução da Política Nacional de Turismo no que diz respeito a promoção, marketing e apoio à comercialização dos destinos, serviços e produtos turísticos brasileiros no mercado internacional.

O engraçado nisso tudo é que o ex-deputado federal só será emplacado nessa sinecura porque o senador José Sarney deu o seu “ok”. Vale lembrar, que o chefe imediato do comunista será ninguém menos do que Pedro Novaes, deputado maranhense ligado à cozinha da família Sarney.

Ora, será que Flávio Dino precisa mesmo ser presidente de uma “estatal que ninguém quer”, segundo reportagem da revista Veja, reproduzida pelo Jornal Pequeno desta quarta-feira (19)? Não seria mais profícuo continuar dando suas aulas na UFMA e ficar em São Luis, ou a emoção de voltar à universidade, de ensinar Direito Constitucional não passou de retórica demagógica?

Não sei se o vaidoso Flávio Dino ficará à vontade num cargo que, embora oficialmente seja uma indicação do seu partido, o PC do B, materializou-se na prática pelo beneplácito oficioso do seu adversário (?) senador José Sarney.

Veja nota da revista Veja sobre a Embratur, reproduzida pelo JP, desta quarta-feira.
“Estatal que ninguém quer”
Criada em 1966 pelo governo militar para gerir o turismo, a Embratur tem orçamento de R$ 180 milhões e escritórios nas principais capitais do mundo. Mas caiu em desgraça no meio político desde 2003, quando perdeu todas as atividades de promoção do turismo interno para o Ministério do Turismo, ficando exclusivamente dedicada a divulgar o Brasil no Exterior. A mesma canetada alterou o significado da sigla Embratur, que, apesar do “E”, deixou de ser empresa e foi rebaixada a instituto.

Até agora, a presidência da Embratur foi recusada por ao menos três peemedebistas que não se deram bem nas últimas eleições: o ex-deputado Rocha Loures Filho, do Paraná; o ex-governador da Paraíba, José Maranhão; e Hélio Costa, derrotado na eleição para o governo de Minas Gerais. (Revista IstoÉ)

blog do robert lobato

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